quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Perdão

Boa noite, meu caro amigo(a)!

Há algum tempo não passo por aqui, não por não querer, mas, por falta de tempo para cultivar esse espaço que já se encontra um terreno baldio, quase um lixão pela falta de cuidado e atenção... Hoje fui instigado a escrever esse post, como eu já havia dito, gosto de postar aqui os meus sentimentos e fatos que realmente levam a expor tudo o que sinto. Fiquei imaginando como começar esse post, haja visto, eu está tão irado e puto com algumas pessoas que resolvi pesquisar na NET casos parecidos com o meu, e encontrei esse texto abaixo que retrata palavra por palavra, vírgula por vírgula, ponto por ponto tudo aquilo que eu queria escrever:    

Perdão...

Eu sempre detestei esse papo de perdão. Para mim, perdoar era ser burro, permitir que as mesmas coisas acontecessem de novo e, sobretudo, dar um presente pra pessoa escrota que tinha me agredido, abusado, desrespeitado... Perdão, para mim, era um papo de cristão hipócrita que gostava de fazer esse personagem de bonzinho... O meu personagem na vida nunca foi o bonzinho. Eu sempre fui o que sentia raiva, que era vingativo e que queria que certas pessoas morressem.
Nunca consegui perdoar. E nem quis. Eu queria mesmo era odiar as pessoas que haviam me magoado. Elas mereciam o meu ódio, o meu desprezo e era isso que teriam.
E assim foi. nunca perdoei ninguém e nem a mim mesmo.
Senti raiva, ódio, ressentimento e queria manter esses sentimentos assim mesmo. 

Fazia até um esforço para não esquecer, não perdoar... Mas tudo foi tão ruim, mas tão ruim para mim...
De uns tempos para cá sinto que esse peso do ressentimento, dos desejos de vingança, de dar o troco, de jamais perdoar... Muito peso. Minha vida está pesada e amarga. 

São muitas pessoas que guardo nas prateleiras do ressentimento. Esse sentimento tóxico invade meu cérebro, meu corpo e minha vida e faz com que eu não consiga mais viver. Existem outras pessoas que tem o meu grande ressentimento também. E por todas elas eu me desgasto. Pessoas que as vezes nem sabem mais que eu existo, nem se importam com o que eu sinto, e eu lembro delas muitas e muitas vezes e sinto raiva... 
Quando falo em perdão estou pensando em mim, apenas em mim... Estou pensando em tornar a minha vida mais leve. O que me faz pensar sobre esse assunto é o desejo de fazer a minha vida mais leve. Quero me libertar desse peso, dessas histórias que não esqueço, dessa raiva que não me leva a nada. Quero ter sentimentos mais leves, quero sentir mais amor, quero relaxar...
E o mais importante de tudo é que percebo que do mesmo jeito que não perdôo as pessoas que me magoaram e me decepcionaram, não perdôo a mim mesmo.

Não consigo me perdoar e não consigo viver...
Não sei onde tudo isso vai dar, mas nesse momento, já aceitei e expressei toda a raiva que senti das pessoas... Agora que já me autorizei a sentir todas as coisas ruins sem reprimi-las, agora já perdoar e abandonar os sentimentos de revanche que sempre alimentei. E posso perdoar a mim mesmo por não ser o Guelfegali que eu sempre sonhei em ser. Não sou daquele jeito, infelizmente. 


Quero perdoar.

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